...uma súplica que não cabe,
recusa nem espera, silenciosa,
evoca em palavras o desejo...
...desnuda a carne, adentra o peito,
como flecha rasgando as vísceras,
da alma que anseia-te...
...teu silêncio quando grita,
abala toda a estrutura,
do ser que te venera...
...como um tremor,
faz desabar o céu,
e de lá caírem todos os Anjos...
...e ao invés,
de ruínas,
espalha amor...
...e os desejos que agora,
mais que antes,
ardem por dentro...
...ah, minha Senhora,
como saciar-te todas as vontades,
dos teus versos...
...toda,
a ousadia poética,
de teu poema ?
...e esta volúpia em entregar-me,
à ousadia e sedução,
de tuas extasiantes palavras?
...ah,
poesia que habita,
tuas entranhas...
...diga-me como tu és,
por fora, quando amas,
e se entrega assim...
...sem as palavras,
mas de corpo inteiro,
e a pele clara e nua.?
...creio que és,
o próprio,
espirito divino...
...um multiverso,
em forma,
de uma linda mulher...
Bené Bené