...varreram,
os abismos,
profundezas de minha alma...
...como o mistral,
a pentear,
a relva verde...
...das planícies,
os versos silentes,
do poema...
...caminhei,
em frente,
de olhos perdidos...
...rumo ao horizonte,
sem pressa,
de chegar...
...toquei,
com minhas mãos,
Estrelas cadentes...
...onde,
o Céu,
bebia o Mar...
...elas caiam,
bem ali,
à minha frente...
...clareando reluzentes,
a areia aonde,
devia passar...
...adentrei,
senti a espuma fresca,
inundar-me os pés...
...continuei,
a caminhar,
agora as ondas mornas...
...banhavam-me,
o peito,
e lá no horizonte...
...elas continuavam cadentes,
e o Céu,
ainda bebia no Mar...
...em um instante,
submergi,
nas profundezas desta ilusão...
...colhi todas elas,
astros que te ofertarei,
nas entrelinhas da poesia...
...que um dia,
escreverei no umbral de tua janela,
numa noite linda de Luar...
Bené Bené