Como não aceitar,
estes teus anseios,
desejos e pedidos?
Venha,
à noitinha,
entre sem bater à porta...
Deixo-a aberta,
só encostada,
podes adentrar meus sonhos...
A ceia está posta,
senta-te à mesa,
sirva-te do meu café...
Alimenta-te,
do meu pão,
e espera-me chegar...
Enquanto vens,
não tenhas pressa,
venhas devagar...
Não moro longe,
ao entardecer,
podes chegar...
Vou-me ausentar,
por um instante,
vou além Mar...
Irei revirar o Universo,
não demoro,
eu volto já...
Enquanto isso,
leia-me,
nos pergaminhos da minha vida...
Como um livro aberto,
sobre a mesa,
vais encontrar...
Voltarei,
trazendo-te,
algumas estrelas...
Talvez, quem sabe,
a lua queira-me,
acompanhar...
Então,
Farei de minha morada,
um Céu inteiro...
Do meu quarto,
mil e uma noites, e em todas elas,
sei que vou te amar...
Bené Bené