De tanto a amar na Primavera,
vagueio,
de estação em estação...
Bronzeio-me,
o corpo moreno,
em tantos Sois de Verão...
Ainda sentindo um calor intenso,
desfolho-me aos ventos brandos,
de Outono, em vão...
Lá, desço por imensas colinas,
e ao longe no horizonte,
avisto o Inverno, então...
Será árduo e frio, pensei,
mas preciso seguir,
e continuei...
Hoje, a poucos dias por esperar,
Já vislumbro ao longe um botão,
a desabrochar...
Alguns passos mais, e lá estará Ela,
perfumada, linda colorida,
à minha espera...
A amarei outra vez, toda bela,
mais uma vez,
em meus sonhos de quimera...
Ela plantou,
em meu jardim uma flor,
que rego com carinho e afeto...
Persistindo,
neste vício dileto,
em reviver com doçura, e ardor...
Em tantas Primaveras tão bem-vindas,
que despetalarei da flor,
as pétalas deste amor...
Bené Bené