...podia jurar,
era amor,
à primeira vista...
...aquela silhueta magnífica,
refletida pelos reflexos,
do por do Sol...
...era sim, eu sentia,
aquela sensação pela primeira vez,
não podia ver o seu rosto...
...mas sabia,
ela era linda, embora, meus olhos ofuscados,
por aquele magnífico arrebol...
...tentei me aproximar,
assim que meu barco atracou,
que pena, tarde demais...
...ela pousara,
para uma fotografia,
naquele cenário surreal...
...nunca mais a vi, a perdi,
na distância,
entre as pessoas no cais...
...faz algum tempo,
nunca mais a esqueci,
e volto sempre a este lugar...
...a imagino,
sempre assim,
um corpo escultural...
...esboçado no tempo,
guardado,
em meu olhar...
...não vislumbro seu rosto,
mas alimento uma esperança,
não desistirei jamais...
...voltarei mil vezes aqui,
até quem sabe, outra vez no Cais,
a encontrar...
Bene