Mesmo que vá embora...
Qualquer dia,
ou a qualquer hora...
Não vou sofrer...
Vou sentir saudades,
mas vou entender...
E me alimentarei,
de tuas lembranças...
Mesmo sem esperança,
te esperarei...
Talvez você não volte,
nunca mais...
Pra não sentir meus ais,
por te perder...
Mas creia,
o que sinto, do deserto,
é muito mais que a areia...
Onde divagarei...
Em Sol escaldante,
de pés descalços a arder...
E nas noites vazias,
descansarei...
Nas dunas frias,
tendo a Lua insólita...
Num Céu vazio,
como companhia...
Mas sei, que me virás,
em sonho...
Antes do amanhecer,
de cada dia...
Como bálsamo...
Que cura,
da alma a solidão...
Trazendo-me o Poema...
Teu sagrado alimento...
E à minha poesia...
Tua divina inspiração...
Bene