A MUSA E O POETA
Minha Poesia,
já há algum tempo,
encontrou um Norte...
Ganhou um rumo,
uma indiscutível direção...
Uma Musa, perfeita em quase tudo...
Decidi que nos poemas que lhe escrevo,
não colocarei mais seu nome...
Porque quero e devo,
preservar sua identidade...
E eu sei que ela sabe, e já não é segredo,
que ela me inspira poemas e sonhos...
Ela sabe, sensível que é,
apesar das diferenças que nos separa,
ela me entende, me dá atenção,
e trata-me com igualdade,
sem vaidade, como gente...
No fundo há uma verdade...
E só eu sei, mas creio que ela já percebeu...
Que não é só minha Musa,
nem tão somente uma inspiração...
E quanto mais tento disfarçar,
o que sinto, acabo me entregando...
A seus encantos, e basta ela chegar,
e não consigo fingir, me desmonto,
e digo coisas que ela entende, e deve guardar...
Ela sabe que não é proposital,
que não é assédio, que pode confiar...
Está tão claro, que as palvras me vêm tão natural,
Ela sente, sabe que é verdadeiro,
Tem certeza que não vou romper limites,
ultrapassar as fronteiras da razão...
Mas só não imagina,
que para superar tamanha tentação...
Preciso reprimir os mais insanos desejos,
de tê-la em meus braços...
Quebrando barreiras, dar um tapa no mundo,
me predendo em seus laços...
Me atirando de corpo e alma, bem fundo,
adormecer neste sonho...
Amanhecer num dia lindo de Sol,
ao seu lado, despertando com seus beijos...
Entrelaçado em seus braços...
Bene