CAVALGADA PELA MADRUGADA
É madrugada...
Hora de pensar em você...
Vou tomar um banho quente...
Tá frio lá fora, chove...
Depois de duas garrafas de vinho...
A água morna do chuveiro,
a molhar meu corpo...
Faz aumentar meu tesão...
Imagino seu corpo nu,
colado no meu, que tentação...
Mas estou só, você se foi,
e a saudade me traz esta emoção...
Depois do banho me atiro de costas na cama,
corpo nu, molhado, sangue ainda quente...
Outras lembranças tuas me vêm,
e me atormentam a mente...
Nos momentos após o banho,
a cena se repete, como antes...
Te vejo chegar secando os cabelos,
e se jogar seu corpo molhado sobre o meu...
Com a sutileza de uma gazela, percorria-me a pele,
poros e pelos, com teus lábios sedosos e úmidos...
Como a reconhecer e demarcar, seu território,
movimentava-se, lado a lado, e descendo com suavidade...
Enquanto me massageavam o corpo teus seios,
suculentos de mamilos rijos, posso senti-los...
Ao chegar na fonte, aquele seu toque que me fazia gemer,
me contorcendo e me agarrando ao lençol...
Com fome de Loba, saciava sua sede no meu prazer...
E o melhor vinha em seguida, sua cavalgada,
como uma Amazona e sua habilidade destemida...
Montando seu Alazão, macho, pelas colinas verdejantes,
entre suas subidas e descidas...
Com seus cabelos soltos ao vento...
Cavalgava-me, alucinada...
Com as mãos e unhas cravadas em meu peito...
Ditava e guiava-me em sua cavalgada...
No ritmo de seu magistral galope noite adentro...
Saltando Luas, colhendo Estrelas, pela madrugada...
Bene