Como foram maravilhosos aqueles tempos...
Sim, recordo com saudade,
de doces momentos...
Num cantinho ao redor do casarão da fazenda...
Tinhamos nossos encontros marcados, às escondidas...
E ali, ao findar das tardes, ao cair da noitinha...
Ela com seu veitido de xita aparando seus belos joelhos...
Me chegava com um brilho nos olhos,
uma chama ardente, no seu esbelto corpo de menina...
Um cio na sua alma de Mulher,
e por baixo do vestiso rodado, nada...
Seus seios saltava-me aos olhos...
Sufocavam-me a boca,
seu carnudos lábios...
E entre aquelas mentirosas juras de amor...
Éramos cumplices,
em nossos desejos adolecentes...
Fomos felizes...
Saciavamos, inocentes...
Sem darmos conta da vida,
que surgia à nossa frente...
Sem preocuparmos de como seria...
O futuro...
Do amor, da gente...
Bene